Morreu um dos maiores reprodutores brasileiro neste ano, o qual contribuiu para a história da raça Nelore, o lendário Fajardo, foi progenitor de uma geração de grandes campeões e provado nos cinco sumários da raça.Fajardo também, contribuiu para Pecuária Nacional com seus filhos: Malcon, Masky, Milenium e Nullkar, os quais irão continuar nos garantindo como progenitores uma geração de novos campeões. O que nos assegura um aumento na produtividade e qualidade da carne proveniente do rebanho brasileiro, propiciando um maior retorno econômico ao produtor.
A intenção do segundo parágrafo foi despertar no leitor a curiosidade e instruí-lo sobre ferramentas que possam ser administradas no melhoramento genético, como por exemplo, a seleção de reprodutores, a qual deve ter atenção especial, quando se estabelece um programa de melhoramento genético. Touros de grande porte produzem bezerros mais pesados ao nascer, com influência nas demais idades. A introdução de material genético por intermédio dos reprodutores geneticamente superiores ou da inseminação artificial pode elevar o progresso genético em mais de 75%, principalmente quando se utiliza a inseminação artificial (LÔBO, 1994).
Sabe-se que o conhecimento das características genéticas associadas à eficiência reprodutiva dos machos é necessário para auxiliar na identificação dos animais mais aptos à reprodução e que possuam genética superior para as características reprodutivas. Desse modo, faz-se necessário conhecer a magnitude do componente genético aditivo associado a essas características reprodutivas e suas inter-relações (SARREIRO et al. 2000).
No caso do Fajardo sua superioridade garantiu destaque em:
- Genética da fertilidade: Campeão Palheta de Ouro com mais de 450.000 doses produzidas;
- Destaque no ranking ACNB 2006/2007: melhor avô materno;
- Suas filhas são lindas, altamente funcionais e de ótima habilidade materna;
- Progenitor de uma geração de grandes campeões citados no segundo parágrafo;
- Provado nos cinco sumários da raça. Na USP/07, é Top 3% para MP120, Top 4% DP365 e DP450 e Top 10% para DPAC.
O universo bovino se divide em dois grupos: pista e produção. Fajardo pertencia ao primeiro deles, sem dúvida o mais aristocrático dos dois. Touro de pista é aquele em que o um touro ao ser julgado como campeão tem a obrigação de perpetuar sua herança genética junto às futuras gerações - o que lhe vale a alcunha de "melhorador" ou, para ser mais preciso, "melhorador e geneticamente prepotente". Ricardo Abreu explica que nem todo campeão se transforma necessariamente num melhorador: "Tem bicho egoísta, que guarda todas as qualidades pra si mesmo", sendo o mesmo descartado da Central ou propriedade.
A intenção do segundo parágrafo foi despertar no leitor a curiosidade e instruí-lo sobre ferramentas que possam ser administradas no melhoramento genético, como por exemplo, a seleção de reprodutores, a qual deve ter atenção especial, quando se estabelece um programa de melhoramento genético. Touros de grande porte produzem bezerros mais pesados ao nascer, com influência nas demais idades. A introdução de material genético por intermédio dos reprodutores geneticamente superiores ou da inseminação artificial pode elevar o progresso genético em mais de 75%, principalmente quando se utiliza a inseminação artificial (LÔBO, 1994).
Sabe-se que o conhecimento das características genéticas associadas à eficiência reprodutiva dos machos é necessário para auxiliar na identificação dos animais mais aptos à reprodução e que possuam genética superior para as características reprodutivas. Desse modo, faz-se necessário conhecer a magnitude do componente genético aditivo associado a essas características reprodutivas e suas inter-relações (SARREIRO et al. 2000).
No caso do Fajardo sua superioridade garantiu destaque em:
- Genética da fertilidade: Campeão Palheta de Ouro com mais de 450.000 doses produzidas;
- Destaque no ranking ACNB 2006/2007: melhor avô materno;
- Suas filhas são lindas, altamente funcionais e de ótima habilidade materna;
- Progenitor de uma geração de grandes campeões citados no segundo parágrafo;
- Provado nos cinco sumários da raça. Na USP/07, é Top 3% para MP120, Top 4% DP365 e DP450 e Top 10% para DPAC.
O universo bovino se divide em dois grupos: pista e produção. Fajardo pertencia ao primeiro deles, sem dúvida o mais aristocrático dos dois. Touro de pista é aquele em que o um touro ao ser julgado como campeão tem a obrigação de perpetuar sua herança genética junto às futuras gerações - o que lhe vale a alcunha de "melhorador" ou, para ser mais preciso, "melhorador e geneticamente prepotente". Ricardo Abreu explica que nem todo campeão se transforma necessariamente num melhorador: "Tem bicho egoísta, que guarda todas as qualidades pra si mesmo", sendo o mesmo descartado da Central ou propriedade.
Alexandre Perdigão

Alexandre, não entendi o segundo parágrafo. O quê quis dizer? Qual foi a idéia?
ResponderExcluirRicardo
Ricardo, espero ter justificado a questão levantada e evidenciado melhor a idéia do blog.
ResponderExcluirAlexandre
Alexandre, a questão pista x produção é sempre muito polêmica. Um questionamento clássico é:
ResponderExcluirUm grande campeão das pistas, é um bom animal também para os sistemas de produção? A resposta a essa questão é normalmente bastante associada à interação genótipo-ambiente.
Não tenho grande conhecimento das avaliações feitas em pista. Você saberia me dizer o quê é julgado nos animais?
O quê significa bicho egoísta que guarda tudo para ele? Qual seria a explicação mais técnica para isso? Estou pensando nisso...
Ricardo, acredito que a resposta para primeira questão que você levantou está associada realmente com interação genética-ambiente, sendo necessário considerar o sistema de produção como um todo, o qual pode influenciar de forma aditiva e independente ao fenótipo dos descendentes desse progenitor julgado campeão.
ResponderExcluirJá sobre a indagação do julgamento, o principal aspecto considerado na avaliação dos animais de pista, segundo o pecuarista Luiz Antônio Setúbal, é o econômico. Neste aspecto, as características mais importantes são as que influenciam na produtividade do animal, como o peso e a cobertura muscular. E em segundo lugar, conforme ele, analisa-se as características raciais do animal.
Na parte externa, os itens avaliados são cabeça, pescoço, cupim, dorso, garupa, arqueamento de costela e aparelho reprodutivo, que compreendem o conjunto do animal. Ainda em relação ao conjunto, são observadas beleza, harmonia, aprumo, habilidade, aptidão materna (progenitora), posicionamento de bainha e umbigo. Para avaliação da genética, é analisado o exame andrológico do reprodutor, levando juntamente em consideração a herdabilidade das características julgadas e o pedigree. Por exemplo: Segundo Martins (2000), a característica de peso atinge coeficiente de herdabilidade com magnitude entre média a alta, indicando a possibilidade de se obter progresso genético acentuado, com o uso de seleção para essa característica.
No caso, da citação feita por Ricardo Abreu (“Tem bicho egoísta, que guarda todas as qualidades pra si mesmo”), reafirmo o que eu disse anteriormente no primeiro parágrafo, no sistema de produção, condições climáticas da região e dimorfismo sexual devem ser respeitados para que o genótipo seja expressado positivamente.
Sendo assim, pensar na interação genética-ambiente, a qual muitas vezes não acontece em Programas de Melhoramento, tanto no sentido de detectar a significância como no de utilizá-la na seleção, predizendo e otimizando os ganhos de acordo com os diferentes sistemas de produção, podendo trazer vantagens econômicas significativas.